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Um delegadoem minha vida Capítulo 3

Autora: Carol Silva

                                                                         Paola Santana

Acordo com o despertador e abrindo os olhos agradeço a Deus por mais um dia e vejo como o dia está lindo lá fora, me levanto arrumo minha cama e vou para a cozinha. Coloco água para ferver e pego um pedaço de bolo que eu tinha feito ontem, pego também algumas torradas e coloco na mesa, coo meu café e coloco em uma xícara que minha mãe me deu.

Como sinto falta de ter minha mãe e meu irmão comigo, ouvir Augusto cantando e contando tudo e como tinha cuidado dos animais me faz falta.

Olho no relógio e já são 8 horas da manhã, Kelly me manda uma mensagem dizendo que hoje minha primeira consulta será as 11 da manhã, Kelly é secretária de onde eu trabalho ela faz os agendamentos de todos os escritórios já que são cinco salas diferentes.

Whatsaap on:

Kelly: Bom dia Paola hoje você tem um atendimento as 11 da manhã e depois só as 14:00 da tarde. R: Obrigada Kelly tenha um bom dia!!

Minha mãe: Filha que Deus te de um dia cheio de bênçãos e muita força para que você siga em frente e lute por seus sonhos, beijos te amo. R: Amém mãe, Bom dia te amo.

Tato: Tenha um bom dia tata e que o seu dia seja maravilhoso, beijos amo muito você, seu tato. R: Obrigada meu anjo, bom dia!

Vejo algumas outras mensagens e deixo o celular de lado.

Whatsaap off

Depois de tomar meu café da manhã, guardo e limpo a pia e ai sim vou tomar meu banho e fazer minha higiene, trocar de roupa e decido colocar um vestido estilo secretária na cor preto, na boca uso um batom rosa claro, passo um lápis e um rímel, meu perfume de sempre e saio fechando a porta atrás de mim.

Desço o elevador e paro na recepção, comprimento dona Maria e dona Denise a sindica e a mulher do seu Valdir o porteiro aqui do prédio, dona Denise faz algumas sessões comigo e com isso ela me da um baita desconto no aluguel do mês.

Chamo o táxi e sigo meu destino....

-Bom dia senhorita onde vamos?? Pergunta o motorista.

-Bom dia preciso passar no banco do Brasil e depois seguir para meu trabalho por favor. Respondo educada.

Seguimos a rua tranquilamente, a cidade de São Paulo é muita correria, você olha para os lados e é pessoas correndo a todo tempo com medo de ser assaltados ou de se atrasar para o trabalho, na minha terra é tudo tão calmo e me faz soltar u, suspiro de leve.

A música sonda- me tocava em meu fone de ouvido e só saio dos meus pensamentos quando o motorista me diz que tínhamos chegado.

-Senhor vou deixar minha pasta aqui pois só vou depositar esse dinheiro para minha mãezinha e logo estou de volta.

-Sim senhorita estarei te esperando, só vou parar aqui na esquina e tomar um café, assim que a senhorita sair me chame está bem.

-Esta bem, espero que não demore muito digo sorrindo.

-Isso é meio difícil senhorita. Diz ele fazendo piada.

Entrar em um banco aqui em são Paulo e não demorar é brincadeira, quase impossível, por isso que sempre que tenho que vir até aqui eu saio mais cedo de casa. Quando estou quase entrando pela porta um menino passa e tenta tomar a pequena bolsa da minhas mãos eu dou um grito que chama a atenção de outras pessoas e com elas a de um dos policiais que ali estava.

Mesmo com minha força ele me dá um chute me jogando longe e assim levando o dinheiro que eu iria mandar para minha mãe, para muitos mil e quinhentos reais não é nada, mas para mim que trabalho e economizo o mês inteiro é muita coisa.

Deixo de comprar coisas que eu gostaria de ter para dar a minha mãe e meu irmão que também faz de tudo para ajudar, o motorista que me trouxe vem em minha direção e me ajuda a se levantar.

As lagrimas caem com força total e isso me deixa muito atordoada, o policial que ali estava me pede para que eu o acompanhe até a delegacia e de queixa daquele roubo.

-Senhorita as câmeras de segurança já identificou o indivíduo e vamos fazer de tudo para prende- lo. Diz o policial a minha frente.

-Eu. Eu... palavra nenhuma saia de minha boca pois meu peito doía em saber que a prestação do empréstimo poderia atrasar e minha mãe ter problemas na chácara.

-Calma senhorita venha comigo, por favor. Diz o policial mais uma vez.

Olho para o moço do táxi que estava ali a minha espera e digo que assim que pudesse lhe pagaria a corrida e ele não diz nada, entendeu minha situação e me entregou seu número para tudo o que eu precisasse.

-Fica tranquila moça.... Diz ele.

-Paola... meu nome é Paola... Ele me olha gentil, e minhas lágrimas caem mais ainda.

-Prazer o meu é Fernando. E eu sigo com o policial.

[...]

Depois de um tempo de espera uma policial que estava fazendo as ocorrências me diz que eu fizesse minha ficha e lhe entregasse, preenchi todo o formulário e lhe entreguei.

-Espere só mais um pouquinho que o delegado já vem.

Olho no relógio e já são 10 e meia da manhã, pego meu celular do bolso e envio uma mensagem para Kelly explicando o que aconteceu.

Whatsaap on

Kelly eu fui assaltada e estou aqui na delegacia, por favor entre em contato com meu paciente e peça que ele volte amanhã.

Pode deixar Paola sei que eles vão entender e assim que a senhorita sair daí me avisa por favor, fica com Deus.

Pode deixar Kelly eu te aviso, amém.

Whatsaap off

Quando marca 11 horas da manhã ouço chamar o meu nome e uma policial me acompanha até a sala do delegado que ali estava, entro e ele pede que eu me sente e assim eu faço.

-Bom dia, pode se sentar.

-O que houve com a senhora? Pergunta o delegado em minha frente.

-Eu... Eu... estava entrando no banco para depositar um dinheiro para minha mãe e um rapaz puxou a bolsa que estava com o dinheiro. As minhas lágrimas caem sem que eu possa impedi las.

-Calma por favor senhorita Paola vamos fazer de tudo para prender esse marginal.

-Senhor o marginal é de menos, o senhor sabe como é difícil pra mim conseguir juntar esse valor e mandar para minha mãe e meu irmão? Digo chorando.

-Posso imaginar, só que temos queixa de roubo todos os dias senhorita. Me diz sério.

-Sim eu sei, e infelizmente muita coisa pode ser prejudicada, minha mãe precisa desse dinheiro e daqui uma semana vence o parcela. Coloco as mãos no rosto e choro mais ainda.

Já nem sabia mais o que falar, eu só chorava e o delegado ali me olhando achando que eu certamente era uma maluca só pode. Depois de tomar meu depoimento ele pede que um dos policiais me leve para casa.

-Obrigada senhor, mas não pude deixar de reparar em sua beleza e sua simpatia.

Votem por favor, e fiquem atentos a tudo pois essa história esta apenas começando.

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