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Um delegado em minha vida Capitulo 4

Autora: Carol Silva

José Daniel

Acordo com o alarme do celular já são 8 da manhã e olho para minha cama e ali está ela, minha filha linda, na certa ela veio para minha vida no meio da noite e eu nem senti, estava tão cansado que depois do meu banho não vi mais nada.

Quando ela sente que eu estou me levantando ela abre os olhinhos e me dá um lindo sorriso como todos os dias e isso me faz recuperar as minhas forças e seguir em frente, hoje já faz dois anos que nunca mais vi e nem ouvi falar nada de Barbara.

-Bom dia paizinho. Diz Isabella me abraçando forte.

-Bom dia princesa linda do papai. Lhe dou um beijo.

-Vamos lá tomar café que com certeza a Nana já preparou.

-Oba, vamos sim papai estou com muita fome.

-Filha vai se trocar e eu já passo no seu quarto para ir tomar café da manhã.

-Tá bom paizinho lindo. Ela corre para o quarto.

Resolvo tomar um banho rápido para que a canseira saia do meu corpo e enfim despertar, pois com certeza hoje aquela delegacia vai estar cheia como todos os outros dias. Ainda bem que logo acabo meu curso e me formo para a polícia federal que é mais trabalhoso mas enfim é meu sonho.

Visto minha farda e passo pelo quarto de Isa que já me esperava e descemos para tomar nosso café.

-Bom dia Nana.

-Bom dia senhor José.

-Bom dia princesa linda.

-Nana hoje eu quero um pedaço de bolo de chocolate e o meu leite por favor.

-Vou cortar um pedaço bem grande pra você minha menina. – O seu leite já está morninho como você gosta. Nana da um beijo em Isa.

-Senhor hoje a menina Isa quer ir brincar com o João posso trazer ele aqui se o senhor me permitir.

-Claro que pode Nana. – E a Sabrina como esta?

-Ah senhor ela já está à procura de trabalho faz uns dias e nada dela encontrar.

-E estão passando algumas necessidades lá na sua casa. Nana diz cabisbaixa.

-Oh minha Nana e porque você não me disse antes.

-Não queria te preocupar, afinal o senhor já enfrenta tanta coisa na delegacia todos os dias.

-Isso é um prazer pra mim, nunca vou esquecer que foi ela que amamentou minha filha quando era um bebe. Isa me olha e sorri lindamente.

-Senhor na verdade eu já estou ficando velha e cansada para tomar conta da casa sozinha, pensei que o senhor poderia contratar a Sabrina para me ajudar nas tarefas. Diz e encosta no balcão.

-Não precisava nem me pedir, a partir de hoje você pode contratar quem você quiser para fazer as tarefas da casa. Confio nela de olhos fechados.

-Obrigada senhor.

-E se ela precisar ela pode ficar na casa dos fundos com o João e seu marido também. Digo e Nana reclama.

-Aquele desocupado, só sabe dar dor de cabeça e.....

-E o que?

-Nada senhor. Ela fica calada

-Nana está acontecendo algo que e possa ajudar?

-No momento não senhor, apenas o trabalho.

-Bom isso a senhora resolve esta bem.

-Agora eu tenho que ir para a delegacia. Me levanto e saio da mesa.

-Tchau minha filha até mais tarde.

-Tchau paizinho e não se esqueça que eu te amo muito. Beijo ela e saio.

[....]

Como essa delegacia não muda em nada, esta tão cheia como todos os dias, a única coisa que me chamou a atenção foi ver uma linda moça que chorava quieta no canto quando eu entrei.

As ocorrências que estava na frente foi atendida e então uma das policiais chama a próxima vítima, o relógio já marcava 11 horas da manhã e eu nem vi o tempo passar.

-Bom dia, pode se sentar. Digo a moça parada na porta

-O que houve com a senhora? Pergunto para aquela moça tão linda em minha frente.

-Ela já estava muito vermelha pelo choro e lhe dou um copo de agua.

-Eu... Eu... estava entrando no banco para depositar um dinheiro para minha mãe e um rapaz puxou a bolsa que estava com o dinheiro. As suas lágrimas caiam sem que ela pudesse impedi las.

O que nunca aconteceu foi eu sentir esse incomodo por estar tomando o depoimento de uma mulher, coisa que eu faço todos os dias, mas ela era diferente, não sei o porquê, mas é diferente.

-Calma por favor senhorita Paola. Digo olhando seu nome na ficha em minha frente.

-Vamos fazer de tudo para prender esse marginal.

-Senhor o marginal é de menos, o senhor sabe como é difícil pra mim conseguir juntar esse valor e mandar para minha mãe e meu irmão? Diz ela chorando.

-Posso imaginar, só que temos queixa de roubo todos os dias senhorita. Digo sério e a olho nos olhos e que olhos lindos.

-Sim eu sei, e infelizmente muita coisa pode ser prejudicada, minha mãe precisa desse dinheiro e daqui uma semana vence a parcela. Ela coloca as mãos no rosto e chora mais ainda.

Dava pra ver o seu desespero em ter sido roubado aquele valor em dinheiro, era a quantia de mil e quinhentos reais coisa que para muitos é bobagem, e ela ali chorando muito.

Ela já nem sabia mais o que falar, ela só chorava e eu ali a olhando com pena, e tentando fazer de tudo para ajudar ela. Depois de tomar que eu tomei seu depoimento pedi que um dos policiais a levasse para casa.

-Obrigada senhor, ela diz ainda cabisbaixa. Eu não pude deixar de reparar em sua beleza e sua simpatia. Mesmo com os olhos vermelhos por conta do seu choro.

Depois que ela saiu da delegacia chamo o policial que a ajudou e pergunto como poderia encontra lá, Raniel me disse que ela fazia atendimentos como psicóloga e que atendia em uma sala aqui perto. Raniel me contou do seu desespero ao ver que o bandido tinha levado o valor em dinheiro.

-Senhor essa moça não me reconheceu acho que pela minha farda, mas ela ajudou minha irmãzinha a voltar ter uma vida social novamente. E eu presto a atenção.

-Como assim?

-O senhor se lembra que minha irmã Carine estava tristinha depois que o meu pai foi embora? – Pois é senhor! =Ela fez algumas consultas com essa moça e hoje está bem melhor.

Raniel era além de um dos meus homens mais fies, um grande amigo que eu tinha em todas as horas, e o que ele me disse me fez querer tentar ajudar minha filha e de alguma forma ajudar aquela pobre moça.

O relógio da minha mesa marcava 14:00 da tarde e meu estomago já estava cheio de fome, como eu sempre almoçava em casa resolvi fazer o mesmo hoje, como a Isa estaria com o seu amiguinho eu já dava um beijo nela e depois voltaria para delegacia já que hoje eu viro a noite aqui.

[...]

Estaciono o carro na garagem e antes que eu entre na sala ouço vozes alteradas e isso já me deixa irritado odeio que gritem na minha casa, aqui o único que grita sou eu e mais ninguém, sou do tipo que gosto das coisas do meu jeito e tem horas que meu silencio é tudo o que eu preciso pra ficar bem comigo mesmo.

-Você não vai ficar aqui, você vai voltar pra casa agora mesmo. Ouço uma voz masculina.

-Para me deixa em paz e some da minha vida. – Deixa eu viver em paz com meu filho e agora com minha tia também. Era a voz de Sabrina.

- A melhor opção é me afastar de você. Esse ciúme que você sente é fora do normal, me machuca, me destrói. Eu já não consigo mais.

-Eu quero o divórcio Alex e não venha me bater porquê dessa vez eu te mato.

-Ah é vamos ver então.

Eu ouvia gritos então entrei com minha arma em punho e vou até a casa dos fundos onde mora minha Nana e ao entrar encontro Sabrina com a boca machucada e Alex ali transtornado.

-Mãos pra cima você está preso! Aponto a arma em sua direção e ele levanta as mãos.

Então eu o prendo em flagrante, mando que venham o buscar e faço com ela vá para a DDM e faça um B.O contra o marido e assim ela me obedece e faz.

-Cadê minha filha e o João? Pergunto já alterado.

-Eles foram ali na padaria com a minha tia senhor... Sabrina chora.

Depois dessa confusão toda ela foi até a delegacia da mulher e prestou esclarecimento e assim pedindo a medida protetiva contra ele, eu sei que a lei é muito falha, mas também eu tenho que seguir e fazer com que Alex seja e fique preso.

Dona Neuza chega com minha filha e assim almoçamos juntos, converso seriamente com ela e digo que o que aconteceu aqui hoje eu não aceitaria em minha casa. Nana entendeu o recado e foi mostrar o que era pra uma das novas meninas fazer.

[...]

Volto para o trabalho e lá se vai mais uma semana inteira trabalhando, minha prova de treinamento foi adiada para semana que vem e isso me deixa mais aliviado, pois posso passar o fim de semana inteiro com minha filha e é isso que eu vou fazer.

Verso : Não jogue a esperança junto ao desânimo,mas procure vencer o desânimo se agarrando a esperança.

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