— Bom dia.
Digo ao entrar na sala de jantar, minha voz quebrando o silêncio pesado que paira no ar.
Minha mãe, sentada à cabeceira, ergue os olhos do copo de suco. Seu sorriso é frio, quase automático.
— Bom dia, querido. Descansou bem?
— Sim. — Minto. O sono tem sido uma miragem nos últimos dias, e as olheiras sob meus olhos denunciam isso. Mas não é algo que minha mãe ou qualquer outra pessoa precise saber. Meu pai, sentado ao lado dela, permanece calado. Ele mexe no café com a colher sem nu