Encaro a vista do térreo do hospital enquanto o final da tarde pinta o céu com tons alaranjados. Respiro fundo, tentando dissipar a inquietação que me acompanha desde que cheguei aqui. Jogo a bituca do cigarro no chão, esmagando-a com o pé. Já estou aqui há tempo demais. Mordo o lábio inferior e decido voltar para o quarto da Olívia.
Subo lentamente, e ao chegar no corredor, percebo que está vazio. Talvez meus pais, o senhor Montenegro e o Alex já tenham ido embora. É melhor assim. Não terei qu