Narração: Vinícius
Já fazia horas que o tempo parecia congelado. A casa estava em silêncio, mas um silêncio que berrava. Eu andava de um lado pro outro, as mãos tremendo, o peito apertado. O relógio marcava o tempo, mas o meu coração só batia numa única frequência: Sara.
— Eles não mandaram mais nada, pai? — perguntei, mesmo sabendo a resposta. Minha voz saía rouca, gasta de tanto gritar por dentro.
— Não. Mas homens meus pegaram as câmeras da rua onde a Sara foi sequestrada. Pegaram a placa do