narração: Sara
4:00 da manhã.
A porta bateu e eu nem precisei olhar. Aquele perfume barato de balada cara entregava tudo.
— É você, marido?
— Sou eu, esposa.
E lá veio ele... com aquele jeitinho de quem acha que vai resolver tudo com beijo no pescoço. Idiota.
— Hoje não. Tô cansada.
Mentira. Eu tava era com raiva. E ele nem percebeu. Só de ouvir a voz mansa já me embrulhava o estômago.
— Como você quiser. Eu também tô. Foi muito chato hoje... Aqueles homens com aquelas conversas idiotas. Queri