Narração: Vinícius Vasconcelos
Eu já tava irritado antes mesmo da noite começar.
— Cadê ela, mãe? — perguntei, cruzando os braços e encarando o relógio como se ele tivesse culpa de tudo.
— Se acalma, menino. Ela está vindo — respondeu minha mãe, com aquela paz de quem já me criou desde o primeiro escândalo.
— Eu não gosto de esperar ninguém.
Pá. Tapa seco no meu braço. A mulher ainda tinha mira.
— Ela é sua esposa. Vai sim esperar por ela. Sempre.
Fiquei esfregando o braço, fingindo dor só pra