O relógio marcava duas e quarenta e três da madrugada quando Crystofe empurrou a porta do escritório. O ar estava denso, saturado pelo cheiro cortante de uísque e por uma inquietação que parecia grudada nas paredes. Alexander jazia no sofá como um homem que abandonou a pretensão de ordem: gravata frouxa, paletó atirado num canto, garrafa pela metade sobre a mesa. Seus olhos vagavam, vazios, como alguém que segurou demais uma lembrança afiada.
— Você me liga desse jeito a essa hora, porque não e