82. A CONVERSA NO INVERNADERO
Alessandro fica me olhando de uma maneira muito estranha. Passa a língua pelos lábios sem parar de me observar, como se não pudesse acreditar que eu tenha feito isso. Eu também o olho e tento arrumar minha peruca, que deu uma torcida, para depois acariciar meus lábios. Sinto-os muito inchados e ainda com aquela dormência do beijo.
Caminho devagar até a poltrona, sento-me novamente com o coração batendo acelerado. E como os joelhos não me sustentam, penso que vou passar mal. Não sei se é do me