162. MENTIRAS E REALIDADES
O almoço com os acionistas se tornou interminável. Não pudemos nos mover durante toda a tarde do restaurante. Discutiam uma e outra vez a mesma coisa, e todos esperavam que fosse Minetti quem decidisse em quem ia investir. Ele me fazia perguntas em voz baixa, eu o ajudava a entender outras tantas e, quando nos demos conta, eram seis horas da tarde. Nos despedimos e retornamos para casa depois de pegar as conferências gravadas.
—Desculpe, Lili. É a primeira vez que participo de algo dessas dimensões, não sabia que aqui discutiam as possíveis investimentos. O avô é quem sempre cuida disso —me diz envergonhado.
—Não é sua culpa. Pelo menos poderei ver tudo à noite —respondo cansada e um pouco distraída; não consigo tirar Andy e sua mentira da cabeça.
Olho pela janela; o sol já está quase se escondendo, mas minha mente continua presa nesse turbilhão de emoções e perguntas sem resposta. Por que Andy teve que mentir para mim? O toque de Alessandro me tira dos meus pensamentos.
—Te a