161. O ENCONTRO
Alessandro me deixa desabafar, acende um cigarro com uma tranquilidade que me tira ainda mais do sério. Inspira lentamente, sem tirar os olhos de mim, enquanto eu ando frenética de um lado para o outro como uma leoa enjaulada. De repente, joga o cigarro pela janela e vem direto me parar.
—Lili, você tem que se acalmar —me diz muito sério—. Temos coisas mais importantes a fazer agora.
—Entendo que ele queira se tornar cirurgião por seus próprios esforços! Isso eu entendo! —continuo gritando sem ouvir o que Alessandro diz—. Mas por que não me disse que era de uma família poderosa? Por quê?!
—Lilian, não tire conclusões, espere para falar com ele —diz Alessandro, para meu desconcerto.
—Está bem, você tem razão —tento me acalmar—. Lembro do que me pediu, que não acreditasse em nada, que esperasse que ele me contasse tudo e me explicasse algo; com certeza é isso. Ele me dirá tudo no domingo.
Tento engolir a raiva e os desejos de sair correndo para buscá-lo e pedir explicações. To