121. A VIAGEM OBRIGATÓRIA A VALÊNCIA

LILIAN:

Minetti para e me olha em silêncio. Não consigo respirar. Seus olhos me perfuram, escuros, cheios de uma determinação fria e inabalável. Eu poderia tentar escapar, mas sei que ele me alcançaria. Seu mundo, suas pessoas, controlam tudo. Estou presa, mais uma vez.

— Por que eu faria uma coisa dessas? — pergunta com seriedade.

— Talvez... pelo que aconteceu ontem à noite — gaguejo, baixando o olhar.

— A que você se refere, Lili? — exige, parando por um momento. — Lilian, não podemos perder mais tempo, estamos em sério perigo. Fale claro, o que você quer dizer?

— Nada, nada, é melhor se você não se lembrar — digo novamente, com a dúvida se aconteceu ou não, pois não o acredito capaz de negar que roubou minha virgindade e escondê-lo. Além disso, ele me trata como sempre, estamos sozinhos, se tivéssemos feito, eu acho que haveria um grau maior de intimidade — Está bem, está bem, Ale.

— Você é um maldito monstro — murmuro, quase inaudível.

— Talvez eu seja — admite, impas
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