Desviei o olhar assim que a pergunta de Laura ecoou no quarto. Não por vergonha imediata, mas porque aquela era a primeira vez, desde que cheguei àquele palácio, que alguém me fazia uma pergunta real. Não carregada de ordens, nem de interesse disfarçado, nem de poder.
Era uma pergunta que exigia verdade, e a verdade, às vezes, pesa mais do que qualquer mentira bem construída.
Respirei fundo, sentindo o ar entrar com dificuldade, como se meus pulmões precisassem reaprender a funcionar naquele l