Do outro lado da linha, Bruna respirou fundo. Conteve-se uma vez, duas vezes, antes de falar:
— Ela está doente. Tem depressão grave. Que tipo de gratidão você quer exigir dela? Você acha mesmo que ela quer te ver? Ela quer ver aquele rosto? Você e seu irmão são gêmeos. Vocês têm exatamente a mesma cara.
— Não venha com esse monte de desculpas. — Continuou a Bruna, impaciente. — Desde ontem ela quase não come nada. Vá até o hospital e faça ela comer. Depois disso, faça o que quiser e suma.
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