A água morna escorria pelo meu corpo, e eu me surpreendi, incapaz de evitar um leve tremor. Ele falou baixinho, com uma voz rouca diferente do habitual:
— Levante um pouco as mãos, assim você evita que a água fique batendo direto nelas.
Eu virei de costas para ele, sem precisar encará-lo, o que me deixava um pouco mais à vontade. Suas mãos quentes e firmes, junto com a água morna, passavam pelo meu corpo com cuidado, quase com uma devoção. Ele era meticuloso, gentil e respeitoso.
Mas eu podia se