Dois dias após a tensa audiência de conciliação, Jonas ajustou o paletó de grife diante do reflexo da porta de vidro jateado antes de empurrá-la, entrando no escritório Toricelli & Pialetti com a confiança de quem nunca tinha precisado se esforçar muito para conseguir o que queria. Ele trazia uma pasta de couro preta com os primeiros comprovantes de depósito bancário referentes ao aluguel social das famílias desalojadas — essa era a justificativa oficial, ao menos. A verdade, incômoda e teimosa