O silêncio naquela noite na biblioteca da mansão Prado era quebrado apenas pelo som do gelo estalando no copo de cristal. Júlio encarava o líquido dourado do uísque, com o paletó jogado em uma poltrona e a camisa desabotoada até o meio do peito. Toda a mansão já havia se recolhido, mas a mente dele continuava girando em torno do vigésimo sétimo andar daquele prédio espelhado.
Os olhos verdes daquele menininho italiano, a boca de Ana gritando com ele... Tudo doía. Virando o copo de uma vez, Júli