O apartamento de Paula, no alto de um prédio discreto na Vila Nova Conceição, era o oposto do escritório: sem processos empilhados, sem clientes gritando, só o silêncio, com o qual ela raramente sabia o que fazer. Ela serviu uma taça de vinho tinto que não bebeu, sentou-se no sofá com o laptop aberto na mesa de centro e a tela travada na petição inicial de um caso novo — mas os olhos não liam uma linha sequer havia vinte minutos.
Ana, o Pietro é filho do Júlio?
Ela mesma tinha feito a pergunta,