O luxo de Manhattan sempre foi excelente em esconder a podridão de seus alicerces, mas a mansão neoclássica no Upper East Side ostentava essa degeneração com orgulho imortal. O Baile das Sombras não constava em nenhum guia turístico, nem nas colunas de fofocas da elite humana de Nova York. Era um segredo sussurrado entre os seres que governavam os bastidores corporativos e territoriais da metrópole. Ali, sob lustres monumentais de cristal negro que pareciam lágrimas congeladas, a aristocracia d