Yessica digitou a última frase às 04h12 de uma manhã de maio, com as mãos trêmulas e os olhos inchados de cansaço e emoção.
Ela não precisava mais da escuridão para se sentir viva. Havia aprendido, da forma mais dolorosa e mais doce possível, que mesmo o homem sem sol era capaz de carregar um pouco de luz dentro de si.
Ela recostou-se na cadeira, respirando fundo. O loft estava silencioso, exceto pelo som distante da chuva fina contra as janelas. À sua frente, o cursor piscava sobre o documen