A noite em Milão havia mergulhado em um azul profundo e elétrico, mas dentro da cobertura de Lorenzo Moretti, o ar estava carregado com o peso de uma tempestade iminente. Eram quase duas da manhã quando Sofia Duarte, impulsionada por uma mistura de insônia e frustração técnica com as plantas hidráulicas do Teatro de Milão, entrou no escritório dele sem bater. Ela esperava encontrar o cômodo vazio, mas Lorenzo estava lá, uma silhueta imponente contra o vidro da janela, segurando um copo de crist