O corredor da ala cirúrgica da maternidade era um deserto de azulejos brancos e luzes fluorescentes que zumbiam, um som que agora parecia preencher todo o crânio de Enzo. Ele permanecia de joelhos, com as mãos ainda manchadas pelo sangue de Sophie, os olhos fixos na porta dupla por onde fora expulso. Dentro daquela sala, o amor de sua vida estava sendo disputado centímetro a centímetro pela morte.
Ele se lembrava de cada verão que passaram juntos, de cada vez que ela, ainda menina, o defendi