Assenti, sem conseguir falar mais nada. Caminhei até o lado esquerdo da cama com passos lentos, como se estivesse indo para um julgamento. Deitei-me e puxei o lençol até o pescoço, apertando-o com força, como se fosse uma armadura capaz de me proteger de mim mesma e de seu desejo. Ele apagou o abajur e deitou-se ao meu lado, e o silêncio que se seguiu foi cheio de coisas não ditas de memórias, de medos, de um desejo que parecia preencher todo o ar entre nós, denso e impossível de ignorar.
No e