O escritório de advocacia de Haroldo Menezes, situado no trigésimo andar de uma das torres mais icônicas da Avenida Brigadeiro Faria Lima, era um monumento ao minimalismo corporativo. Paredes de concreto aparente contrastavam com divisórias de vidro duplo acústico, e a iluminação embutida criava uma atmosfera de frieza cirúrgica. Ali, decisões que definiam o rumo de conglomerados industriais eram tomadas sem que um único grito ultrapassasse as portas blindadas.
Naquela segunda-feira de manhã, a