A manhã de quinta-feira trouxe consigo a confirmação dos piores temores de Arthur Albuquerque. De pé na antessala da diretoria da holding na Avenida Faria Lima, ele observava o imenso painel digital de alta resolução que dominava a parede de concreto aparente. A tela exibia os gráficos de desempenho em tempo real das ações da divisão farmacêutica Albuquerque S.A. A linha azul, que representava o valor de mercado da companhia, exibia uma curva descendente acentuada, uma queda de quatro pontos pe