A sala de reuniões do conselho de administração, localizada no trigésimo andar do edifício corporativo da holding Albuquerque, estava imersa em uma atmosfera que lembrava um tribunal de inquisição. Os imensos painéis de vidro duplo ofereciam uma vista panorâmica deslumbrante da cidade de São Paulo, cortada pelas linhas cinzentas dos helicópteros dos bilionários e pelo tráfego intenso da Faria Lima abaixo. No entanto, ali dentro, sob a luz fria e gélida dos lustres de cristal e das lâmpadas de L