A manhã de dezembro raiava sobre a Serra da Mantiqueira vestida com a luminosidade dourada do início do verão. O sereno da madrugada, acumulado nas pontas das folhas das araucárias e nas pétalas volumosas das hortênsias, evaporava-se lentamente sob o calor suave do sol, criando uma bruma efêmera e poética que flutuava a poucos centímetros do solo. O ar trazia o perfume inebriante da terra úmida, das flores de lavanda e das folhas frescas de cedro, preenchendo o Pátio das Hortênsias com um fresc