A tarde de quinta-feira na capital paulista transcorria sob a sobriedade clássica do apartamento de Sophia Valois, nos Jardins. O ambiente, caracterizado pela elegância contida de móveis franceses do século XVIII, quadros de mestres impressionistas e o aroma discreto de orquídeas brancas, sempre fora o refúgio da matriarca. No entanto, naquele dia, a atmosfera dentro do amplo escritório de jacarandá da residência era de uma severidade gélida e inquebrável.
Sophia permanecia sentada em sua poltr