No segundo ano que passei no exterior, Mário não foi mais tão rigoroso com a minha vigilância.
Conheci uma professora, Fernanda.
Ela era uma psicóloga muito competente; quando tive uma crise de depressão, procurei-a para uma sessão de aconselhamento.
Depois de lhe contar sobre meus sentimentos pelo meu tio, Mário, não ousei encará-la nos olhos dela.
Achei que ela também fosse me achar repugnante.
Afinal, era assim que os outros pensavam.
Mas ela não fez isso.
Com extrema delicadeza, Fernanda me