Maya
— O quê? Por quê? — questionei-a ficando de pé em um pulo, sentindo o desespero tomar conta de mim como uma avalanche.
— Por favor, querida... Me compreenda. Eu não aguento mais viver naquele hospital. Os médicos dizem que não, mas eu sinto que não tenho mais cura. O câncer que estava estagnado voltou a se espalhar. Em alguns dias estarei com metástase e aí meu ciclo chegará ao fim. Eu desejo encerrar esta vida com quem mais amo neste mundo: minha família.
Solucei alto em meio ao choro.
—