Mundo de ficçãoIniciar sessãoOliver Smith é um fazendeiro milionário de trinta e nove anos, que atua no ramo de gado e peles que são exportadas e vendidas pela sua empresa em Nova Iorque. Ele é um homem sério, que prefere montar em seu cavalo e sair pela propriedade sem rumo. Oliver é considerado pelas empregadas da Fazenda Smith como um colírio para os olhos, mas muitas nem sequer conseguem chegar em sua cama. Para a surpresa de muitos, seu irmão Liam, que mora em Nova Iorque e é CEO de suas empresas resolve visita-lo, trazendo consigo uma jovem estagiária que acaba trazendo a tona sentimentos que Oliver jamais imaginou sentir. Emma Darc, uma recém formada de vinte e cinco anos acaba sob o domínio do olhar de Oliver, um homem que mexe com sentimentos que Emma jamais imaginou sentir. Será que os dois vão conseguir superar a diferença de idade e os conflitos que aparecerão? Embarque comigo nesse romance e descubra!
Ler maisAVISO \ GATILHOS.
Eliz Caminhava com o convite do meu aniversário de dezesseis anos nas mãos. Eu mesma deveria entregá-lo ao Alfa Supremo do Norte. Nossos pais haviam acordado nossa união desde o meu nascimento. Nem ele, nem eu tivemos voz sobre isso. A matilha dele é a maior e mais poderosa, e a minha vem logo em seguida. Para meu pai, eu deveria esquecer qualquer noção de companheiro e encarar a responsabilidade herdada. Sou filha única. Uma herdeira. Mas... uma pontinha de curiosidade me picou. Pedi ajuda a Lívia, minha melhor amiga. Ela conseguiu um colar de ônix negra enfeitiçado. Se meu companheiro se aproximasse de mim, eu saberia, mas ele não saberia de mim. O colar funcionaria como um escudo, um bloqueio contra o vínculo. Era só curiosidade. Só queria saber quem... ou o que... eu estava perdendo. Minha mãe teve complicações no meu parto e não pode ter mais filhos. Por isso, todos vivem com medo de que algo me aconteça. Se eu morrer, o dom morre comigo. O Supremo do Norte, por sua vez, teme que se eu me acasalar com um lobo forte demais, sua matilha perca o posto de liderança. Minha mãe vive tentando nos aproximar. Por isso me mandou pessoalmente, o que nunca adiantou muita coisa. Ele sempre foi... educado, polido, mas distante. Frio. Não me lembro dele sorrindo. Anda sempre sério, como quem sai pra arrancar a cabeça de alguém. Ainda assim, desobedecer significaria horas de sermões. Cruzei os portões do território dele. Ninguém me barrou pois sou “a noiva”, desde que nasci. Todos me conhecem. — Senhorita Eliz... — murmurou uma serva, abaixando a cabeça. Vi o vacilar nos olhos dela, mas segui em frente. Como sempre. Foi então que... parei. Meus pés simplesmente travaram. O colar funcionou. Ele não sentiu minha presença. Mas eu vi. A cena memorável gravou-se nos meus olhos como ferro em brasa. A pele bronzeada dele brilhava de suor. As costas largas e definidas, os músculos dos braços tensionados. Ele se movia com força bruta sobre uma loba branca e loira, que apoiava um joelho no sofá e empinava o quadril — a pele da bunda avermelhada pelo tapa que ele acabara de dar. Meus olhos se arregalaram. Mordi o lábio inferior até sentir o gosto metálico do sangue. Uma dor aguda me atravessou o peito. Me faltou o ar. Na minha mente, minha loba urrava “companheiro”, arranhando por dentro como uma fera enjaulada. Mas eu engoli a palavra. Segurei o colar com força. Como um escudo. Um lembrete. Ele já buscava outro orifício da fêmea, pronto para continuar. Foi quando pigarreei. Ele largou a loba imediatamente, como se queimasse. Ela vacilou sem o apoio dele e caiu sentada no sofá, me olhando incrédula enquanto tentava catar suas roupas. — Adam... A sério? Na sala? Com todos vendo? Todos sabiam? — meu tom saiu... estranhamente calmo. Uma calma assustadora, comparada com a avalanche dentro de mim. A fêmea ia vestir-se quando ele a impediu com um gesto seco. — E o que esperava? Que eu ficasse puro e casto até você fazer dezoito anos? — Sua voz era fria. Sem desculpas e nem remorso. Apenas... lógica. — Então... então eu posso me deitar com quem eu quiser também? — minha voz subiu uma oitava. Só percebi o quanto estava tremendo quando senti as unhas cravadas na palma da mão. Ele rosnou. A voz saiu grave. — Nenhum macho da minha ou da sua matilha tem tanto desejo de morrer. Parecia que agora ele se daria ao trabalho de se vestir, de conversar... de agir como meu noivo. Mas seu membro ainda brilhava com os sulcos da outra loba, e só a visão disso me deu ânsia. — Então ótimo — disparei, tirando a aliança do dedo .— Vou pra uma matilha distante. Vou me entregar pro primeiro lobo que eu encontrar. Joguei a aliança no chão. O som metálico tilintou, quicando até parar aos pés dele. A dor no meu peito era agora opressiva, física, esmagadora. Ele avançou um passo na minha direção. E eu...dei um passo pra trás tremendo inteira, assim que devo viver o resto da minha vida?Um ano depois... Emma Passei a mão em meu rosto ainda um pouco atordoada. Júnior não dormiu a noite inteira com cólica e a única forma de acalma-lo é no peito, mamando ou apenas estando ali. Sei que um bebê tem necessidades e que Júnior é manhoso, mas confesso que estou exausta, e também essa data me deixou profundamente traumatizada. Aproveitei a pausa e me sentei na varanda, mesmo com medo ainda me sento aqui, é o meu lugar de paz e caos. O tempo passou rápido, minha barriga cresceu e me deixou com dores nas costas até que em uma manhã quente de sol o nosso Oliver Júnior veio ao mundo. Sim, coloquei o nome do meu filho de Oliver, pois a felicidade do meu amado em descobrir que era um menino foi impagável. Eu não consegui fazer surpresa, estava nervosa em vê-lo baleado e para puxar assunto acabei deixando escapar que estava grávida de um menino. Oliver pulou de alegria e seu braço começou a sangrar. Fiquei ainda mais nervosa do que já estava, mas o cowboy parecia nem sentir o f
Oliver Meu coração estava batendo aceleradamente. A vontade de cometer uma loucura queria me dominar, mas eu sabia da necessidade de manter minha sanidade intacta para amparar Emma. Liam não saia nem um minuto do telefone enquanto estávamos dentro do carro. O dia já havia amanhecido e os raios de sol atingiam meu rosto. A lembrança do dia em que dei a aliança e o colar para Emma mexeu com meu interior, fazendo meu peito doer um pouco mais do que o normal. Coloquei a mão nele, sentindo meu coração pulsar. _ O senhor está bem? Perguntou Jericó que estava atrás de mim. Eu estava no banco do passageiro enquanto Liam dirigia e mexia no celular. Ele também me olhou. _ Sim, só um aperto... Eu não me sentia bem, porém o foco tem que ser Emma, somente ela e meu bebê. _ Oliver, se você estiver se sentindo mal pedirei a um dos meus homens para leva-lo até o hospital. Disse Liam muito sério. _ Estou bem irmão, só preciso dela, somente isso. Assim que eu tiver certeza que Emma está bem
EmmaMeu coração estava na boca. Ver Oliver sendo baleado partiu meu coração, e não pude deixar de perceber o desespero estampado no rosto do cowboy.Agora, estou em algum lugar que não conheço e tem uma venda tapando minha visão, mas tudo aqui fede a mofo.Minhas mãos estão amarradas pra trás e amordaça na minha boca machuca e me dá náusea.Ninguém falou nada comigo, não consegui ver o rosto de nenhum dos três que estão usando máscaras, mas ao que parece eles vão esperar mais um pouco para entrarem em contato com Oliver.Ainda estamos no Texas, não muito longe da fazenda pois não percorremos um caminho muito longo.Sinceramente não sei o que eles pretendem, só sei que quero que acabe logo.Estou me esforçando para ficar calma pois sei que meu bebê não merece passar por estresse, mas quando eles começam a discutir fico com medo._ Você quase matou o cara! Deveria ter atirado pra cima, seu idiota!Rosnou um deles. O outro se justificou, falando que Oliver estava quase nos alcançando.L
OliverTudo a minha volta parecia estar em câmera lenta. A raiva tomava conta de mim cada segundo que se passava, e por mais que eu tentasse entender o que estava acontecendo, não conseguia.Como? Como isso aconteceu? Como alguém sequestrou minha mulher debaixo do meu nariz?Essas perguntas martelavam na minha mente o tempo inteiro, e por mais que Liam me explicasse como tudo aconteceu, eu não conseguia entender como fui tão negligente com a minha mulher, com o meu filho.O tempo inteiro fiquei observando Emma pelas câmeras, e de repente ela foi para a lateral da casa e sumiu. Tenho câmeras em tudo, porém dois minutos antes dela desaparecer do meu campo de visão a câmera ficou com instabilidade e desligou.Quando ela andou para a lateral da casa corri do escritório até o lugar, mas já era tarde.Não consegui nem enxergar a placa do carro que levou ela.Minha propriedade é segura, porém a estrada que dá para a plantação de café perde o sinal com facilidade por ser mais afastada, e foi
Emma _ Emma, diga logo porque anda tão irritada comigo! Não aguento mais todo esse silêncio. O fato de saber que outras querem o que pertence a mim está mexendo muito com a minha cabeça, fazendo com que eu me vire contra Oliver. Em certos momentos eu não consigo entender nem a mim mesma, porque sei que Oliver não tem interesse em outras mulheres, somente em mim. Agora que eu sei o sexo do bebê Oliver tem ficado ainda mais no meu pé. Falei a ele que quero fazer surpresa, um daqueles chás revelação, mas ele insiste que é bobagem. Sei que ele diz isso somente porque está ansioso e quer saber logo se é um menino ou menina, mas isso não deixa de me irritar. _ Oliver, acho que essa criança nascerá com a sua cara! Ele parou um pouco e mexeu na barba, depois no cabelo e sentou ao meu lado me encarando com curiosidade, até que um sorriso meio bobo tomou conta de seus lábios. _ Sério? Por que? Você viu na ecografia? Será que ele não entendeu ainda que o bebê ainda parece um sapinho? _ P
Emma Obviamente a notícia se espalhou facilmente pela propriedade. No dia seguinte Jericó veio e me encher de abraços e beijos. Oliver ficou muito irritado, mas soube disfarçar. Fui recíproca, até porque pelo o que entendi Jericó teria mais interesse no meu homem do que em mim.A mãe dele veio e me abraçou apertado, com toda certeza o pequeno girino vai ganhar muitas roupinhas de crochê ou costuradas a mão, coisa que eu adoro e acho muito fofo.Toda essa novidade já tem um tempinho e Matt ainda não me disse nada, e sinceramente não quero pensar muito se ele gostou ou não, porque não é uma decisão dele, bem, não foi nem minha. Mas enfim, espero que ele já tenha superado o fato de não termos absolutamente nada, porque não me vejo nos braços de outro homem a não ser nos braços enormes de Oliver.Daqui para frente vamos enfrestar muitos olhares julgadores, principalmente eu, que cheguei a pouco tempo na vida do cowboy milionário e já consegui engravidar dele. Fico imaginando como será a r





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