Lizandra Hurst
Eu finjo que não o vejo, mas é impossível ignorar David Lambertini. Ele está encostado no carro dele, a arrogância estampada no rosto, como se o mundo fosse dele. E talvez seja. Pelo menos o meu mundo está perigosamente girando em torno dele ultimamente.
— Estou de saída, Lizandra. Quer uma carona? — a voz dele é casual, mas carrega aquela confiança insuportável.
Nem olho para ele direito enquanto respondo:
— Não, obrigada. Prefiro ir andando.
Minha resposta é ríspida, como sempr