Lizandra
A dor chega como uma tempestade repentina e voraz. Encosto-me na parede tentando segurar a avalanche que me consome por dentro. Respiro fundo, mas o ar parece não chegar aos meus pulmões. Meus olhos queimam e, quando percebo, as lágrimas já escorrem pelo meu rosto novamente. Eu banquei a forte por tempo demais. Mas agora? Agora me permito desabar.
O chão frio me acolhe enquanto escorrego pela parede. Meu corpo inteiro treme, e eu choro todas as minhas dores, a ilusão que vivi, as expec