A manhã seguinte chegou devagar, como se a própria floresta tentasse lhe dar tempo para respirar, refletir, se recompor. Mas Ella não conseguia. O calor que Liam deixara na pele dela durante o encontro da noite passada parecia se enraizar em cada músculo, cada nervo, cada pensamento. Ela ainda podia sentir a pressão das mãos dele, a urgência da respiração dele, o jeito como o corpo dele reagia ao dela como se ela fosse parte essencial de sua existência.
E, de repente, veio a pergunta que não queria surgir: será que esse é o destino que eu escolhi ou que me escolheu?
Enquanto caminhava pela trilha de folhas úmidas, o vento carregava o cheiro de musgo e terra molhada, mas também o perfume de Liam — misto de floresta, lobo e algo indecifrável, quase mágico. Cada passo parecia guiá-la de volta para ele, mesmo quando sua mente insistia em gritar que aquilo era errado. Que ela não deveria sentir, não deveria se entregar. Que a filha do alfa não podia se perder em braços que, por natureza, e