A gravação mostrava o horário das 18h. A enorme sala estava vazia, exceto por Júlia, que estava sentada sozinha no sofá.
Com um olhar, Rafael percebeu que ela estava esperando ele chegar em casa.
Sem televisão ligada, sem celular nas mãos. Ela só estava ali, sentada em silêncio, como uma rosa que começava a murchar.
Ele finalmente compreendeu que a sensação de ‘lar’ que ele sempre gostou era: chegar a qualquer hora e encontrar a luz da sala acesa. Isso era fruto de um esforço constante dela: a p