A letra da mãe era pequena e inclinada para a direita, como se as palavras tivessem pressa de chegar ao fim da linha.
Helena estava sentada no sofá com as pernas dobradas sob o corpo, a pasta de documentos já lida e organizada sobre a mesa de centro, e a carta de Diana aberta nas mãos. O abajur ao lado lançava uma luz amarelada sobre o papel, e ela precisou aproximar um pouco mais os olhos para ler os trechos onde a tinta havia desbotado com o tempo. A casa estava completamente silenciosa. Luna