468. Eu não espera por aquilo
Gabrielle Goldman
Em outro tempo, em outra versão de mim… talvez significasse. Talvez eu tivesse sentido alívio. Talvez gratidão. Talvez até algo próximo de comoção. Mas não ali. Não depois de tudo.
O que cresceu dentro de mim não foi empatia. Foi algo mais baixo. Mais feio. Mais verdadeiro. Uma satisfação quase infantil. Uma sensação distorcida de justiça. Como se, finalmente, houvesse algum tipo de equilíbrio sendo restaurado — ainda que mínimo, ainda que ridiculamente insuficiente.