461. Enquanto eu dormia
Gabrielle Goldman
Aquele era o segundo dia longe de tudo o que um dia chamei de realidade. A diferença, quase irônica, era que naquela manhã eu havia acordado em uma cama — e não no limite entre consciência e exaustão, como no dia anterior. Ainda assim, o conforto era superficial, enganoso. Eu sabia que não havia descanso real ali. Havia apenas pausas estratégicas entre um movimento e outro dele.
No dia anterior, fui “salva” por uma ligação. Uma interferência externa que, por algum mo