449. Meu laboratório
Gabrielle Goldman
Quando projetei aquela sala, eu era uma pessoa completamente diferente da que sou agora. Ou talvez seja mais honesto admitir que eu nem sei ao certo no que me tornei desde então. Naquela época, eu caminhava pelo mundo com a arrogância típica de quem acredita que o universo lhe deve algo. Havia uma certeza arrogante dentro de mim, profundamente enraizada, de que tudo se resumia a preto e branco, certo e errado, vitória ou derrota. E, sobretudo, havia a convicção infantil de que