Gabrielle Goldman
O som constante do motor do jato era a única coisa que preenchia o silêncio entre nós. Era como um zumbido distante, abafando meus pensamentos... mas não o suficiente para calá-los. Eu estava ali, sentada na poltrona macia de couro, com os cintos frouxos ao redor da cintura, observando pela janela uma imensidão de nuvens que se estendia como um tapete branco, tão perfeito quanto falso.
E dentro de mim, tudo era turvo.
Aquela calmaria externa, aquele céu limpo e