Chego em casa mais cedo do que nunca. Ainda nem são quatro da tarde e o silêncio da mansão me parece mais alto do que o normal. Subo as escadas sem tirar o paletó, como se minha urgência pudesse ser adiada por detalhes. Minha cabeça está cheia, mas pela primeira vez em dias... sinto que estou fazendo a coisa certa.
Abro a porta do meu quarto e começo a soltar a gravata quando escuto passos no corredor. Não demora até minha mãe bater na porta e entrar sem esperar resposta, como sempre faz.
— Vic