A madrugada não trouxe silêncio.
Trouxe movimento contido.
Na mansão Valmont, as luzes permaneceram acesas além do habitual. Não por vigília declarada, mas porque ninguém conseguiu dormir com a sensação de que algo já havia começado a ruir — mesmo sem barulho.
Luna caminhava pelos corredores com passos leves, quase automáticos. O corpo cansado, a mente em alerta contínuo. Desde a confirmação do documento, ela sentia como se o ar tivesse mudado de densidade.
Não era paranoia.
Era antecipação.
Na