Luna Santiago percebeu que o silêncio de Elias naquela manhã era diferente.
Não era retraimento.
Era contenção.
O menino tomou café em silêncio, mexendo o copo de leite com atenção excessiva, como se cada movimento exigisse concentração.
— Você sonhou? — Luna perguntou, com cuidado.
Elias assentiu.
— Sonhei que a casa falava — respondeu. — Mas não gritava. Só mostrava.
Luna sentiu um aperto no peito.
— Mostrava o quê?
Elias pensou por alguns segundos.
— Portas que ninguém abria — disse. — Pesso