Helena percebeu primeiro nos cadernos.
Eles apareciam em toda parte agora.
Em cafeterias. Praças. Trens. Bancos de rua.
Pessoas escrevendo.
Desenhando.
Anotando pensamentos.
Como se algo interno estivesse finalmente encontrando espaço suficiente para sair.
Ela percebeu isso numa tarde chuvosa dentro de uma pequena cafeteria perto do centro histórico. O ambiente estava silencioso, atravessado pelo som da chuva nas janelas e por conversas baixas.
Mas o que realmente chamava atenção era outra cois