Helena percebeu primeiro nas pequenas recusas.
Não grandes atos de rebeldia.
Não rupturas dramáticas.
Não pessoas abandonando tudo de uma vez.
Era algo mais silencioso.
Mas muito mais profundo.
As pessoas começavam a dizer “não” para coisas que antes aceitavam automaticamente.
Ela notou isso numa manhã fria enquanto observava o movimento em uma cafeteria perto do centro financeiro. Durante muito tempo, aquele lugar fora dominado por um ritmo quase mecânico. Reuniões rápidas, olhos cansados, gen