Helena percebeu primeiro nos pequenos desvios de rotina.
Não eram grandes mudanças. Ninguém abandonava a vida de repente, ninguém desaparecia da própria rotina, ninguém fazia algo dramaticamente fora do esperado.
Mas as pessoas começavam a escolher diferente.
E o mais estranho: sem conseguir explicar exatamente por quê.
Ela notou isso numa manhã comum, enquanto observava o movimento em uma rua comercial que conhecia bem. Durante meses, aquele lugar funcionara quase como uma coreografia invisíve