No começo, Helena segurava.
Mesmo quando não percebia.
Segurava o olhar atento.
Segurava a necessidade de intervir.
Segurava a ideia de que, se ela soltasse, algo poderia escapar.
Não era controle direto.
Mas era… sustentação.
Um tipo de tensão silenciosa que dizia:
“fica atento, porque pode sair do lugar.”
E por muito tempo, essa tensão fez sentido.
Mas agora… ela já não estava ali.
Não porque o mundo ficou estável.
Mas porque ela deixou de tentar manter tudo no lugar.
Na cidade, as coisas con