O pânico não se anuncia.
Ele se infiltra.
Na manhã seguinte, Isabella Turner acordou com a sensação incômoda de que algo havia se deslocado enquanto ela dormia. Não era medo direto — ainda não. Era a percepção aguda de que o tabuleiro não estava mais onde ela havia deixado.
O telefone permaneceu silencioso por tempo demais.
Nenhuma mensagem do advogado principal. Nenhuma atualização do assessor de crise. Nenhuma resposta imediata ao e-mail que ela enviara na noite anterior pedindo “alinhamento urgente”.
Isabella levantou-se devagar, como quem testa o chão antes de pisar.
Ligou para o primeiro contato.
Chamou.
Chamou de novo.
Caixa postal.
— Estranho — murmurou.
Não insistiu. Isabella não gostava de parecer ansiosa. Preferia observar o padrão antes de reagir.
Enquanto isso, na mansão Valmont, o clima era outro.
Não de tensão aguda — mas de vigilância lúcida.
Luna estava sentada à mesa da cozinha, café intacto à frente, lendo uma sequência de mensagens no celular. Não vinham de jornalis