Na manhã seguinte, a mansão Valmont acordou sob um silêncio diferente.
Não era apenas o silêncio da casa grande ou do luto antigo. Era um silêncio vigiado, pesado, como se cada parede estivesse escutando. Dois carros discretos permaneciam estacionados do lado de fora. Homens de terno circulavam pelo perímetro com passos calculados, atentos demais para serem confundidos com simples visitantes.
Luna percebeu isso assim que entrou na cozinha.
Helena, a governanta, estava ali — rígida, os movimento