Algumas semanas se passaram. O dia estava lindo. Liam havia acordado primeiro naquela manhã, como quase sempre. Ficou alguns segundos observando Olívia dormir com o rosto sereno, os lábios entreabertos, uma das mãos repousando instintivamente sobre o ventre ainda discreto. Sorriu, tomado por um carinho silencioso.
Aproximou-se devagar, sentou-se na cama e começou a distribuir beijos suaves pelo rosto dela, pela testa, pelo canto da boca.
— Bom dia, dorminhoca… — murmurou, baixinho. — Está na hora de acordar.
Olívia se mexeu, resmungando algo ininteligível, mas sorriu mesmo sem abrir os olhos. Liam riu baixo e puxou o edredom com cuidado, inclinando-se para beijar a barriga dela com delicadeza.
— Bom dia pra você também, meu amor… — disse, dando um beijo demorado no ventre. — Hoje você vai conhecer seus avós e seu tio sem juízo. Papai te ama.
Ela abriu os olhos devagar, ainda tomada pela preguiça, o sorriso manhoso surgindo imediatamente.
— Você me acorda assim todos os dias